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Clube de Engenharia de Goiás - CENG

Relato do recomeço do CENG

Como é do conhecimento público e, principalmente, dos profissionais da Engenharia, Arquitetura e Agronomia, o Clube de Engenharia de Goiás - CENG foi inicialmente constituído como Entidade de Classe representativa da Engenharia em Goiás em janeiro de 1951, tendo como meta primeira a criação da Escola de Engenharia do Brasil Central que funcionou por quatro anos com os nossos colegas ministrando gratuitamente aulas em locais emprestados até quando foi transformada em Escola de Engenharia da UFG.

A euforia inicial esbarra em 1964, quando num processo de delação em reunião histórica, a entidade acaba.

A partir de 1968, outros profissionais tentam reerguer o CENG, têm muita dificuldade e, como toda Entidade de Classe, vem aos trancos e barrancos funcionando em locais locados e cedidos, chegando a funcionar na casa do Engenheiro Eval Soares dos Santos, à Rua 126 no Setor Sul.

Em 1970, o Governo do Estado de Goiás nos doa esta área, longínqua à época, cujo termo de doação pedia a construção em tempo limitado.

Já em 1973/4, o Presidente do Clube na época, Engenheiro Helio Rodrigues Pinto, mobilizou os profissionais e até certo ponto impôs uma arrecadação compulsória aos engenheiros funcionários do Estado de Goiás, fazendo uma “venda de titulo de sócio fundador” aos mesmos, conforme bem citado pelo requerente.

Concluída sua gestão, o Clube novamente entra numa decadência mórbida.

Em 1979, uma nova mobilização acontece, faz-se uma eleição, sem convocação, para reconstituição do Clube tendo concorrido duas chapas, quando fui eleito presidente de uma Entidade sem documentos, sem estatutos, sem energia elétrica, sem cadeiras, mesas, telefone, sequer instalações sanitária, numa obra iniciada.

Diante do caos, a única condição era “recomeçar”. E como era difícil, e ainda o é, fazer existir uma Entidade de Classe sem que ofereça aos profissionais uma contrapartida, a alternativa que encontramos era oferecer serviços aos associados.

Tínhamos como embrião a posse definitiva da significativa área e uma construção já iniciada. A solução era transformar o patrimônio em uma área de convivência social que por intermédio da manutenção daria suporte à sua existência.

Para chegar lá, a primeira coisa foi fazer um novo estatuto, registrá-lo em cartório e buscar os profissionais para concluir a construção de uma sede social decente à altura dos profissionais.

Há de se convir que isto não ocorreu da noite para o dia, pois, até hoje se constrói o Clube.

Para esta nova empreitada, tivemos o cuidado de procurar todos os profissionais cadastrados em um livro antigo que continha os nomes dos sócios e sua numeração. Fomos mais uma vez em busca dos profissionais e muitos, mais uma vez deram seu voto de confiança e compraram os novos e definitivos títulos. Outros não se dispuseram e tinham suas razões, pois estavam cansados de contribuir e não verem progresso.

Assim, o Clube de Engenharia de Goiás se consolidou, reconstituído a partir de 1979.

Toda documentação que temos é a partir de 1979. As alterações estatuárias, o Regimento Interno e as resoluções não dizem respeito ao período anterior a este ano.

Restrito ao tema. Este é nosso parecer.

 

Goiânia, 28 de março de 2.007

 

Eng. Luiz Soares de Queiroz

Crea –GO nº 500/D


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